domingo, 12 de dezembro de 2010

Prefeito de Nova Friburgo sanciona lei que proíbe rodeios

O prefeito em exercício Demerval Barboza Moreira Neto, mostrou-se sensível à causa da defesa dos direitos dos animais e sancionou, no último dia 02/12, a lei municipal que proíbe a realização de rodeios, touradas e eventos similares no município de Nova Friburgo, interior do Rio de Janeiro.

Parabéns ao prefeito em exercício, aos vereadores que aprovaram a lei por unanimidade nas duas votações realizadas na Câmara e aos protetores do município envolvidos, em especial à Coordenadoria de Bem-Estar Animal (COOBEA), órgão da Secretaria do Meio Ambiente bastante atuante na cidade e região, que tem à frente a sra. Carla Freire.

E-mails para contato:

Prefeito: sgabinete@pmnf.rj.gov.br
Coobea:
coobea.nf@gmail.com
Vereadores:
claudiodamiao@camaranf.rj.gov.br
edsonflavio@camaranf.rj.gov.br
isaquedemani@camaranf.rj.gov.br
jorgecarvalho@camaranf.rj.gov.br
lucianofaria@camaranf.rj.gov.br
manoeldopote@camaranf.rj.gov.br
marcelo.verly@camaranf.rj.gov.br
marcosmedeiros@camaranf.rj.gov.br
professorpierre@camaranf.rj.gov.br
reinaldorodrigues@camaranf.rj.gov.br
renatoabiramia@camaranf.rj.gov.br
sergioxavier@camaranf.rj.gov.br

Veja abaixo o teor do lei aprovada:


LEI MUNICIPAL Nº 3.883

A CÂMARA MUNICIPAL DE NOVA FRIBURGO decreta e eu sanciono e promulgo a seguinte Lei Municipal

PROÍBE A REALIZAÇÃO DE RODEIOS, TOURADAS OU EVENTOS SIMILARES QUE ENVOLVAM MAUS-TRATOS E CRUELDADES CONTRA ANIMAIS NO MUNICÍPIO DE NOVA FRIBURGO

Art. 1º - Fica proibida, em todo o Município de Nova Friburgo, a realização de rodeios, touradas ou eventos similares que envolvam maus-tratos e crueldades contra animais.

Art. 2º - Esta Lei Municipal entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

Nova Friburgo, 02 de dezembro de 2010.

DERMEVAL BARBOZA MOREIRA NETO
PREFEITO


______________________________, Vereador Sérgio Xavier de Souza - Presidente.

______________________________, Luciano Faria - 1º Vice-Presidente.

______________________________, Manoel Martins - 2º Vice-Presidente.

______________________________, Edson Flávio Coelho - 1º Secretário.

______________________________, Reinaldo Rodrigues - 2º Secretário.

AUTORIA: VEREADOR MANOEL DO POTE – P. 5.987/10

Fonte: Infosentiens

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

Site de candidato volta a manipular enquete

Na manhã de hoje foi verificada nova manipulação na enquete do site do candidato a deputado federal, Airton Garcia, do DEM.

Como você pode verificar nas imagens abaixo, fazendo uma simples regra de 3, verifica-se que o o número de votos para a opção NÃO baixou de 169 (61,7% de 274) para 94 votos (33,2% de 283).

Clique nas imagens para ampliar






Simplesmente desapareceram 75 votos contrários à realização de rodeios.

A campanha do candidato busca, desta forma, enganar o eleitor e passar a falsa impressão de que São Carlos é a favor de rodeios. Clique aqui, aqui e aqui para ver que São Carlos é contra a realização desse tipo de evento.

São Carlos não quer rodeio

Mesmo com a aparente manipulação dectada na tarde de ontem, o site do candidato a deputado pró-rodeio de São Carlos/SP não consegue conter a verdade que paira na cidade: São Carlos não quer rodeios.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Manipulação de enquete

O site do candidato a Deputado Federal, Airton Garcia, do DEM, está manipulando uma enquete sobre a realização de rodeios.

Acompanhamos durante toda a tarde a enquete e verificamos a seguinte distorção:

14h30, num total de 130 votos, tínhamos:

Sim 26,2% (34 votos)
Não 70,8% (92 votos)

E às 17h, num total de 161 votos, temos, surpeendentemente:

Sim 59% (95 votos)
Não 37,9% (61 votos)

Sumiram nada mais, nada menos do que 31 votos para o Não...

Pense bem na hora de votar.
Se um candidato manipula uma enquete de site, imagina o que ele não é capaz de fazer estando no cargo.


domingo, 5 de setembro de 2010

O Grito dos Excluídos

A vida em primeiro lugar!

O Grupo São Carlos Sem rodeios participará, no próximo dia 11 de setembro, do movimento O Grito dos Excluídos.

A concentração será na Praça Santa Cruz (Av. São Carlos / R. Bento Carlos / R. Santa Cruz / R. Dona Alexandrina, próximo ao calçadão), às 9h da manhã.

Junte-se a nós para dar voz aos que não têm!

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Bispo de São Carlos fala sobre os rodeios.

Deixa de Rodeios!

No Jornal "A Folha", 27/8/2010.

Esta é uma expressão popular que leva logo ao assunto.

Qualquer notícia, seja de vida, seja de morte, é cercada de rodeios, principalmente as últimas. Até contam aquela historinha da notícia da morte do José. Ao escolher quem iria dar a notícia à família, logo o João Vitor, presidente do DIVA (Departamento de Investigação da Vida Alheia) se apresentou:

– Deixa comigo. Notícia de morte é comigo mesmo! E lá foi ele, ao encontro da Maria, esposa do José, com aquela perguntinha ingênua:

– Você é a viúva do José Sapateiro?

– Viúva não, meu marido está vivo!

– Estava! Respondeu prontamente o João Vitor. E Maria desmaiou!

Mas deixemos de rodeios! E vamos ao rodeio. É o assunto do momento em São Carlos. Uns a favor e outros contra. Eu, nem sou a favor nem contra, muito pelo contrário! Mas .... ( aqui abro um parêntese para dizer: cuidado com os preâmbulos!)

Quer ver um?: '"É, eu não queria amolar não, mas ... ", amo-la.

No entanto, gostaria de fazer algumas considerações a respeito do assunto. Segundo a coluna "torpedos", do Jornal Primeira Página, "a possível votação na Câmara de um projeto que regulariza os rodeios na cidade tem gerado polêmica entre quem é a favor e quem é contra. A coisa promete esquentar nos próximos tempos", afirmava a coluna publicada há algum tempo...

Promover rodeio em São Carlos seria o mesmo que "cantar parabéns em velório", isto é, completamente fora de lugar.

São Carlos não tem tradição em pecuária, aqui não é terra de boi. É terra de cana, de indústria, de universidade. Deixa o rodeio para Barretos ou para alguma cidade que tem a ver com o boi e peão! Por que não promover uma gincana universitária? Por que não promover uma exposição industrial? Por que não estimular a cultura? Por que não enveredar por outros caminhos mais saudáveis e mais produtivos? Para nós, o "segura peão", marca registrada do rodeio, tem outro sentido e outra dimensão. Poderíamos até dizer que está mais para o "aguenta companheiro": aguenta a violência, o desemprego, a miséria, a corrupção, o tráfico de pessoas, o tráfico de drogas, o tráfico de armas...

Festa de rodeio é coisa do passado ou quase passado. Basta ver a situação da Espanha, que dá os primeiros sinais de que quer acabar com as seculares touradas. E olha que a tourada faz parte da cultura espanhola! Já não há mais como conciliar a vida moderna com a selvageria da matança do touro (o que mais acontece) ou com a morte do toureiro (acidental). Que o diga a Sociedade Protetora dos Animais e o confirme George Bernard Shaw quando diz: "Quando um homem mata um tigre, chamam de esporte; se um tigre mata um homem chamam. de ferocidade".

Há outras coisas e situações para "o homem "domar" ou "dominar", além do boi. Até quando o suportar os saltos de um boi é prova de valentia? Isto sem falar nos maus tratos pelos quais passa o pobre do animal. Fechado num cubículo, vendo a multidão barulhenta, sob as esporas de peão e o barulho ensurdecedor do narrador do rodeio: "Vai abrir a porteira; o boi é de Itápolis; monta o peão Jorge que vem de Potunduva;

seguuuuuura, peãããããoooooooo!"

Cortar uma árvore é crime ambiental. Judiar de um animal é diversão que, em certo Estado de nosso país, tem um nome: "farra do boi". Meu tio, Dr. Sebastião, cinquenta anos de medicina, defensor dos animais dizia: "quando vejo uma tourada, torço para o boi; se vou a um rodeio, acontece a mesma coisa". Pensando bem, há uma lógica no pensamento do meu tio.

Um dia a Folha de São Paulo publicou uma foto de um homem derrubado pelo touro, em Cádiz (Espanha) com o título "o dia do touro". E, para complicar a situação, informava que a festa era uma tradição que celebra o domingo da ressurreição de Cristo. Ainda bem, ou, menos mal – como dizem os italianos – que a tradição em foco é com "t" minúsculo, o que significa dizer que pode ser abolida ou quebrada.

São Carlos não pode abdicar do direito de ser a "cidade do clima", a "capital da tecnologia", para se transformar em "terra do rodeio". Seria andar para trás e quem anda pra trás é caranguejo. Aliás, São Carlos "perdeu o agrishow" para Ribeirão Preto (por razões óbvias) e não faz sentido uma festa de rodeio fora do contexto maior, no caso o "agrishow". Ou o rodeio seria uma forma de enfrentar Ribeirão Preto? Seria derrota, na certa. Temos outros "campus" de disputa, nos quais, com certeza, sairíamos vitoriosos.

"Vivemos em uma época perígosa. O homem domina a natureza antes que tenha aprendido a dominar a si mesmo", recorda Albert Schweitzer, prêmio Nobel da Paz. O que vai na cabeça do peão quando ela "doma" o câvalo brabo ou o touro enfurecido? E o que vai na cabeça do cavalo ou do touro quando ele sente as esporas do peão? Você pode imaginar!

Alguém poderia perguntar: O que o Bispo tem a ver com isso? E esse alguém mesmo poderia completar: "Bispo entende é de igreja". Também, diria eu. Tudo o que é humano e, consequentemente, tudo o que é desumano (fruto do pecado) diz respeito àquele a quem cabe cuidar das ovelhas. Nada que é humano me é indiferente. Afinal, o Bispo deve exercer a sua função profética, anunciando o bem e denunciando o mal.

E, para terminar, um conselho: deixem de rodeio!

Por Dom Paulo Sérgio Machado (Bispo de São Carlos/SP)

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Enquete mostra que leitores não querem rodeios em São Carlos

Enquete realizada por site de São Carlos mostra que 54% votaram contra. Com um público e uma linha editorial nitidamente favorável à realização de rodeios, ficou nítido que a desaprovação desse tipo de atividade em São Carlos é muito maior.

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sábado, 21 de agosto de 2010

Touro invade arquibancada e é assassinado

Infelizmente não foi essa a manchete da notícia que circulou essa semana sobre o touro que, desesperado, invadiu a arquibancada de uma arena na Espanha.

Aproximadamente 30 pessoas ficaram feridas. Isso realmente é grave. Mas por que isso é tão mais grave do que tirarem a vida de um ser vivo que, no fim das contas, era o único inocente dessa história?



Fica aqui o registro da nossa indignação e nossa sugestão de reflexão sobre o caso desse touro anônimo que todo mundo conhece, que todo mundo viu em sua ânsia desesperada pela liberdade e que hoje já não existe mais.

Queria saber ao menos o nome dele para poder prestar a homenagem.

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Sanca sem rodeios no Twitter




Está no ar mais um canal de comunicação entre nosso movimento e a sociedade: www.twitter.com/sancasemrodeios

Essa é mais uma forma de mantermos a nossa comunidade informada sobre questões relativas aos direitos animais e à luta por proteção daqueles que não podem se defender!

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Programa Antenado



O programa Antenado, que vai ao ar diariamente das 8h às 10h da manhã pela Rádio UFSCar, vai tratar, na próxima segunda-feira, da questão dos rodeios.

O programa é apresentado por João Eduardo Justi, Mauro Lussi e Marco Escrivão e receberá Guto Sguissardi para um bate-papo, a partir das 9h30, sobre a questão dos direitos animais e os rodeios.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

São Carlos não quer rodeios

Mais uma pesquisa realizada por um jornal na internet, mostra que o povo de São Carlos não quer a realização de torneios com animais em sua cidade.

Na imagem abaixo é possível verificar o tamanho da divergência entre o número de pessoas que são contrárias e a favor desses eventos.



Mais uma vez a população se mostra contrária a esses "espetáculos" onde, para a diversão de alguns, animais são provocados, muitas vezes, maltratados e colocados em situações que vão de encontro à busca de bem-estar instintiva de todos os seres vivos senscientes. Uma consulta pública realizada pela câmara municipal do município já havia concluído que 90% da população é contrária aos rodeios em São Carlos.

domingo, 1 de agosto de 2010

O rodeio como atividade psicopata



Foi ao ar na TV Cultura na última segunda-feira, o programa Roda Viva com a presença da Dra. Ana Beatriz Barbosa Silva, Médica graduada pela UERJ, Professora Honoris Causa pela UniFMU (SP), Diretora Técnica das clínicas Medicina do Comportamento do Rio de Janeiro e de São Paulo e autora de, entre outros livros, Mentes Perigosas: o psicopata mora ao lado.

Com uma análise bastante clara e sem se deixar entrar em termos indecifravelmente técnicos, a Dra. Ana Beatriz resumiu a psicopatia como sendo a incapacidade de sentir compaixão. Nos indivíduos com esse distúrbio, principalmente por questões genéticas mas também por questões culturais, a função racional do cérebro é responsável por 100% da experiência da realidade, ou seja, para um psicopata um pôr-do-sol e uma cena de estupro causam a mesma sensação.

Na história da humanidade as maiores barbaridades foram cometidas por indivíduos assim, que não exibem qualquer traço de compaixão e que têm, também como fruto de seu distúrbio, grande habilidade em manipular as pessoas.

A capacidade de sentir compaixão pode ser entendida como a experiência de se colocar no lugar do outro e reconhecer o seu sofrimento. A ausência dessa capacidade é o que de mais destrutivo podemos encontrar em nossa espécie. O contrário também é verdadeiro. As pessoas que possuem uma grande capacidade de sentir compaixão são respeitadas e sempre lembradas como exemplos a serem seguidos.

No caso dos rodeios e outros torneios que envolvem animais não-humanos, a discussão tem se mantido na questão da dor física do animal não-humano com controversos estudos e diferentes posições sobre se o sedém (corda amarrada na virilha do boi ou cavalo com a intenção de faze-los pular) provoca ou não sofrimento físico ao animal não-humano.



O fato é que a discussão deve ir além desse ponto. O que deve ser colocado em questão é se a dignidade do animal é violada e, nesse caso, é a compaixão que vai nos mostrar o real caminho que deve ser trilhado.

Somos realmente capazes de exercitar a nossa compaixão? Somos capazes de perceber que, além da dor física, a própria exposição de animais não-humanos a situações extremamente desagradáveis e contrárias ao seu bem-estar, como, por exemplo, ser colocado em um brete extremamente estreito, com um animal humano em suas costas, contraria o nosso conceito de respeito ao próximo? Mesmo esse "próximo" sendo um animal não-humano, temos a capacidade de respeitá-lo? Temos a capacidade de olhar para esse animal não-humano numa situação tão contrária ao seu instinto de sobrevivência e desejar, do fundo do nosso coração, que ele não estivesse ali?



Assim como a psicopatia é o mais bárbaro distúrbio do ser-humano, a compaixão é a sua maior qualidade. A nossa capacidade de reconhecer nos outros animais, humanos ou não, o direito ao bem-estar e de não ser exposto a situações desnecessárias de tensão e sofrimento físico e mental, é o que de mais nobre possuímos.

Nesses tempos em que nosso planeta mostra nitidamente sinais de estar em seu limite e a humanidade procura pela paz interior cada vez mais distante, estender no mais profundo sentido a nossa capacidade de sentir compaixão por um ser-humano e sentir isso também por nossos companheiros de outras espécies é a porta de entrada para um mundo mais fraterno, justo e menos violento.

Guto Sguissardi
Movimento São Carlos Sem rodeio